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	<title>Comentários em: John Gray: Um ponto de vista muito interessante sobre humanos e outros animais</title>
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	<description>"todo o conhecimento humano é incerto, inexacto e parcial" Bertrand Russel</description>
	<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 05:19:18 +0000</pubDate>
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		<title>Por: JPC</title>
		<link>http://naturalmente.wordpress.com/2007/12/22/john-gray-um-ponto-de-vista-muito-interessante-sobre-humanos-e-outros-animais/#comment-255</link>
		<dc:creator>JPC</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 13:51:23 +0000</pubDate>
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		<description>Olha, só agora reparei que sem querer confundi o Orlando com outro comentador de outro post, o on, na homepage, em relação à questão de "saber" e "não saber"... Desculpe lá ó Orlando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, só agora reparei que sem querer confundi o Orlando com outro comentador de outro post, o on, na homepage, em relação à questão de &#8220;saber&#8221; e &#8220;não saber&#8221;&#8230; Desculpe lá ó Orlando.</p>
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		<title>Por: joaopc</title>
		<link>http://naturalmente.wordpress.com/2007/12/22/john-gray-um-ponto-de-vista-muito-interessante-sobre-humanos-e-outros-animais/#comment-250</link>
		<dc:creator>joaopc</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 02:44:31 +0000</pubDate>
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		<description>Agora, desculpe lá mas respondo só aqui, já que está aqui o cerne desta questão. 
Ái "os ingleses são snobes"? Todos ou só os candidatos a filósofos? Deve ser esta então a essencial diferença entre "saber" e "não saber". É que aí está mais uma coisa que eu não sei e você enfaticamente sabe.
Gray não revela a sua utopia? Ó amigo Orlando, mesmo não sendo essa a questão (a dimensão utópica do pensamento filosófico), aconselho-o a descer do alto da sua sabedoria e a ler John Gray. Estas entrevistas são só um aperitivo, o mais importante está nos livros e, como já se percebeu, ainda lhe falta a si passar a essa fase para passar a saber menos e a ficar mais sábio. Pelo menos a saber menos sobre Gray e o que ele pensa e propõe. 
Seja como for, sendo certo que em cada ser humano existe uma utopia, não cabe à filosofia apresentar soluções ou visões de mundos ideais, cabe-lhe essencialmente problematizar, analisar, discutir, reflectir, pensar um sentido racional para a existência, etc. As utopias são mais da competência das ideologias e das teologias. Da política, enfim. Seja como for, Gray não apenas problematiza, por acaso e apesar do pessimismo também partilha um pouco da sua visão ideal do mundo dos homens. Mas primeiro leia, depois conversamos.
Fico também na dúvida se terá efectivamente lido Bertrand Russel... Ou também ficou pelas sínteses?
Seja como for, confesso que já me passou um pouco do entusiasmo inicial com o John Gray. Identifico-me com muito daquele pensamento, cativa-me o desassombro e a lucidez raivosa (um pouco como me cativa o nosso Pulido Valente), mas adiante que há mais quem pense e escreva! 
E vivam os livres-pensadores! 

Incluindo Marcuse, Adorno e Marx.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agora, desculpe lá mas respondo só aqui, já que está aqui o cerne desta questão.<br />
Ái &#8220;os ingleses são snobes&#8221;? Todos ou só os candidatos a filósofos? Deve ser esta então a essencial diferença entre &#8220;saber&#8221; e &#8220;não saber&#8221;. É que aí está mais uma coisa que eu não sei e você enfaticamente sabe.<br />
Gray não revela a sua utopia? Ó amigo Orlando, mesmo não sendo essa a questão (a dimensão utópica do pensamento filosófico), aconselho-o a descer do alto da sua sabedoria e a ler John Gray. Estas entrevistas são só um aperitivo, o mais importante está nos livros e, como já se percebeu, ainda lhe falta a si passar a essa fase para passar a saber menos e a ficar mais sábio. Pelo menos a saber menos sobre Gray e o que ele pensa e propõe.<br />
Seja como for, sendo certo que em cada ser humano existe uma utopia, não cabe à filosofia apresentar soluções ou visões de mundos ideais, cabe-lhe essencialmente problematizar, analisar, discutir, reflectir, pensar um sentido racional para a existência, etc. As utopias são mais da competência das ideologias e das teologias. Da política, enfim. Seja como for, Gray não apenas problematiza, por acaso e apesar do pessimismo também partilha um pouco da sua visão ideal do mundo dos homens. Mas primeiro leia, depois conversamos.<br />
Fico também na dúvida se terá efectivamente lido Bertrand Russel&#8230; Ou também ficou pelas sínteses?<br />
Seja como for, confesso que já me passou um pouco do entusiasmo inicial com o John Gray. Identifico-me com muito daquele pensamento, cativa-me o desassombro e a lucidez raivosa (um pouco como me cativa o nosso Pulido Valente), mas adiante que há mais quem pense e escreva!<br />
E vivam os livres-pensadores! </p>
<p>Incluindo Marcuse, Adorno e Marx.</p>
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		<title>Por: Orlando</title>
		<link>http://naturalmente.wordpress.com/2007/12/22/john-gray-um-ponto-de-vista-muito-interessante-sobre-humanos-e-outros-animais/#comment-247</link>
		<dc:creator>Orlando</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 23:48:55 +0000</pubDate>
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		<description>E eu respondo cá e lá:

A Teoria Crítica de Adorno e Marcuse não faz outra coisa senão criticar tudo, e nem por isso os marxistas culturais podem ser considerados “livres pensadores”. Em todo e qualquer ser humano existe uma utopia, seja ela escancarada ou dissimulada; ao bom estilo britânico, Gray não revela a sua utopia, senão fazendo passar a ideia de uma “utopia da não-utopia”. Não tenho elementos para afirmar que Gray segue, de algum modo, a Utopia Negativa, mas tudo aponta para isso.

Da filosfia britânica não tenho boa impressão: de Hume ao Utilitarismo de Bentham, até à ética simplista de Russell, na minha humilde opinião, muito pouco de positivo trouxe à filosofia. Os ingleses não são filósofos por essência e inerência: são snobes.

Feliz Natal!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E eu respondo cá e lá:</p>
<p>A Teoria Crítica de Adorno e Marcuse não faz outra coisa senão criticar tudo, e nem por isso os marxistas culturais podem ser considerados “livres pensadores”. Em todo e qualquer ser humano existe uma utopia, seja ela escancarada ou dissimulada; ao bom estilo britânico, Gray não revela a sua utopia, senão fazendo passar a ideia de uma “utopia da não-utopia”. Não tenho elementos para afirmar que Gray segue, de algum modo, a Utopia Negativa, mas tudo aponta para isso.</p>
<p>Da filosfia britânica não tenho boa impressão: de Hume ao Utilitarismo de Bentham, até à ética simplista de Russell, na minha humilde opinião, muito pouco de positivo trouxe à filosofia. Os ingleses não são filósofos por essência e inerência: são snobes.</p>
<p>Feliz Natal!</p>
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		<title>Por: joaopc</title>
		<link>http://naturalmente.wordpress.com/2007/12/22/john-gray-um-ponto-de-vista-muito-interessante-sobre-humanos-e-outros-animais/#comment-246</link>
		<dc:creator>joaopc</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 19:11:12 +0000</pubDate>
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		<description>Como respondi lá, respondo aqui. E obrigado pelo comentário:

De novo em Gray há, entre outras pequenas coisas (aquelas, por exemplo, que fazem com que um tema recontado pela milionésima vez faça de um romance algo de novo na altura em que é publicado), o desenvolvimento e a actualização do cepticismo de Hume. E isto já não é pouco. Mas a sua é mais uma opinião respeitável e interessante. 

Quanto à frase citada, no entanto, se conhecermos um pouco do pensamento de Gray facilmente percebemos que ele diria o mesmo em relação à ciência. Concordo consigo nesta asserção e Gray também.

«Quando Gray critica os gregos, critica toda a ética que com eles nasceu muito antes do cristianismo – e é exactamente aí onde ele quer chegar, por motivos estritamente pessoais e subjectivos»: Sim, também tem razão, também é isso que ele critica e também é aí que ele quer chegar. Se são motivos pessoais e subjectivos, pois, naturalmente que serão, como são todos os motivos, e qual é o problema? Isso afecta a qualidade ou a pertinência dos seus argumentos, do seu pensamento? 

Independentemente da originalidade ou da qualidade da obra, e ninguém duvida que haverá melhores na milenária história da filosofia, tenho para mim (e isto não faz dele nenhum pioneiro vanguardista...) que o homem simplesmente não tem vacas sagradas, nem ciência, nem filosofia, nem humanismo secular, nem religião, nem coisa nenhuma e, como tal, critica tudo, como deve fazer um livre pensador. Ou não? E Boas Festas!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como respondi lá, respondo aqui. E obrigado pelo comentário:</p>
<p>De novo em Gray há, entre outras pequenas coisas (aquelas, por exemplo, que fazem com que um tema recontado pela milionésima vez faça de um romance algo de novo na altura em que é publicado), o desenvolvimento e a actualização do cepticismo de Hume. E isto já não é pouco. Mas a sua é mais uma opinião respeitável e interessante. </p>
<p>Quanto à frase citada, no entanto, se conhecermos um pouco do pensamento de Gray facilmente percebemos que ele diria o mesmo em relação à ciência. Concordo consigo nesta asserção e Gray também.</p>
<p>«Quando Gray critica os gregos, critica toda a ética que com eles nasceu muito antes do cristianismo – e é exactamente aí onde ele quer chegar, por motivos estritamente pessoais e subjectivos»: Sim, também tem razão, também é isso que ele critica e também é aí que ele quer chegar. Se são motivos pessoais e subjectivos, pois, naturalmente que serão, como são todos os motivos, e qual é o problema? Isso afecta a qualidade ou a pertinência dos seus argumentos, do seu pensamento? </p>
<p>Independentemente da originalidade ou da qualidade da obra, e ninguém duvida que haverá melhores na milenária história da filosofia, tenho para mim (e isto não faz dele nenhum pioneiro vanguardista&#8230 <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> que o homem simplesmente não tem vacas sagradas, nem ciência, nem filosofia, nem humanismo secular, nem religião, nem coisa nenhuma e, como tal, critica tudo, como deve fazer um livre pensador. Ou não? E Boas Festas!</p>
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	<item>
		<title>Por: John Gray &#171; perspectivas</title>
		<link>http://naturalmente.wordpress.com/2007/12/22/john-gray-um-ponto-de-vista-muito-interessante-sobre-humanos-e-outros-animais/#comment-242</link>
		<dc:creator>John Gray &#171; perspectivas</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 06:39:00 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Arquivado como: Religare &#8212; Orlando @ 6:38 am Tags: cepticismo, filosofia, Hume, John Gray  Não há nada de novo em John Gray, senão o desenvolvimento e a actualização do cepticismo de Hume, e só encontra algo de novo [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Arquivado como: Religare &#8212; Orlando @ 6:38 am Tags: cepticismo, filosofia, Hume, John Gray  Não há nada de novo em John Gray, senão o desenvolvimento e a actualização do cepticismo de Hume, e só encontra algo de novo [...]</p>
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