Tão controverso quanto inquietante, este documentário (?) militante tem sido um fenómeno global desde que foi lançado em meados de 2007 na internet na sua versão original: Zeitgeist The Movie. Entretanto, o projecto, que mais do que um documentário é um apelo a uma certa tomada de consciência e ao espírito crítico, cresceu como uma bola de neve e ganhou alguns prémios (em certames, naturalmente, fora do main-stream da cultura de massas) fora da rede, mas continua a ganhar dimensão na internet, não só por via do site a ele associado, mas sobretudo em plataformas como o google videos, que permitem a sua multiplicação por blogs como o meu, em progressão viral.
Zeitgeist, como bom projecto activista, é de distribuição livre. O filme tem, digo eu, muitas fragilidades, mas o fenómeno Zeitgeist cresce nessa medida imparável. Hoje já existem, por exemplo, versões legendadas em cerca de dez idiomas, incluindo em português.
Mas mesmo que possamos torcer o nariz a muito do que por ali se diz e mostra, neste híbrido de cultura conspirativa e espírito “new age” vale a pena a nossa atenção. Eis como os autores descrevem o projecto Zeitgeist (expressão alemã dificilmente traduzível, segundo dizem os peritos, mas que significará mais ou menos ”espírito do tempo”):
Zeitgeist was created in the hope that it will inspire people to start looking at the world from a more critical perspective, and to relay the understanding that very often things are not what the population at large think they are. The true understanding of events, both historical and modern, are crucial to the development, awareness and spirituality of the human condition. Zeitgeist is an exposé on the social fallacies that currently plague this fundamental progress by way of critically analyzing common political, religious and economic understandings which most have assumed to be true
Isto vem a propósito do anúncio da estreia, prevista para Outubro deste ano de 2008, do segundo capítulo desta “saga”: Zeitgeist Adenddum. Let’s look ate the trailer:

