«Bolas, que tanto texto anti-Saramago já enjoa. Basta!
De tanto acusar de leviandade e banalidade na análise, os opositores de Saramago esquecem-se que estão eles mesmo a ser extremamente parciais e levianos na análise que fazem do seu livro e das suas declarações.
O ponto principal, como disse e muito bem a leitora anterior, é se criticar a Bíblia é tão legítimo como criticar outra coisa qualquer. Quando se insulta o Benfica, alguém vem dizer “o senhor acabou de insultar seis milhões de portugueses”? Quem aceita que isso não faz sentido tem também que aceitar que não se ofende ninguém pessoalmente por se colocar a nú o absurdo que a Bíblia literal é. A Bíblia não está acima de crítica, nem acima do humor, nem acima do insulto. A menos que achemos que a religião tem que ter um papel social especial – mas então os anti-Saramago que o afirmem abertamente!
E só por grande desonestidade intelectual é que os delatores do José Saramago podem vir tentar argumentar que a análise que faz é simplista por ser literal. Parece-me de loucos que se compare seriamente, por exemplo, a Bíblia à história de Ulisses, como já se viu neste blog. A menos que no dia 25 de Dezembro se comemore o nascimento de Ulisses. E na Páscoa a sua morte e ressurreição.
Sejamos sérios. Os cristãos levam a Bíblia a sério e à letra. Se não o Antigo Testamento, pelo menos o Novo. Quantos cristão convictos são cristãos sem a crença da existência histórica de Cristo, e todos os milagres que lhe são atribuídos? E não me venham com exemplos teístas Einsteinianos. Einsteinianos são meia dúzia, cristãos “normais” são milhões. E acreditam em Cristo Bíblico. A própria Igreja aceita milagres e acredita na verdade histórica da história cristã.
Só que não há nenhuma razão lógica para se apontarem partes específicas de um texto sagrado e dizer “esta é literalmente verdade”, “esta é historicamente importante, mas não literalmente verdade”. Este é um exercício discricionário nada rigoroso e nada científico. Afinal o que tem a história de Cristo que a torne mais credível do que Antigo Testamento? Das duas uma, ou se acha que tudo é verdade literal, ou se acha que tudo tem que ser interpretado simbolicamente. É este o grande valor das declarações de Saramago. Elas mostram o absurdo de se considerar a Bíblia uma verdade literal. Mostram que este deus, mesmo que existisse, não nos interessaria.
Resumindo, aparte considerações sobre a escrita e as opiniões de José Saramago, toda esta hipocrisia já enjoa. Teria havido esta reacção se Saramago se tivesse pronunciado nos mesmos termos sobre um partido político, um clube de futebol ou uma minoria social? Dificilmente. A religião goza de privilégios que as suas características intrínsecas não lhe podem conferir numa sociedade que se diz igualitária e humanista. Tudo o que Saramago fez foi reduzir ao absurdo a mesma postura literal que todos os católicos tacitamente seguem quando vão à missa.»
Ricardo, comentário a um texto de João Boavida no De Rerum Natura


Embora a mente do místico transforme as suas aspirações, emoções, fantasias, crenças ou convicções.
Até porque o cérebro mágico do místico não tem capacidade de aceitar que a morte é o fim de tudo…
E não entende que caso o seu Deus existisse, e fosse Onisciente, Ele já saberia quem o $erve…
As esquizofrênicas, picaretas ou espalhafatosas demonstrações publicas de fé seriam desnecessárias.
Não haveria necessidade de se ir a Igreja. E não seria precisa ficar repetindo para os outros que você crê em Deus…
Pois tanto a falta de provas como as louvações alienadas dos místicos, são confirmações da farsa religiosa.
O mais absurdo é o Deus Cristão precisar que uma multidão de místicos propague a sua “Boa Nova” pelo mundo, aos gritos e sempre ameaçando os que não acreditam num Deus imaginário…
Pois o comportamento tendencioso dos místicos é pura insegurança, tapeação ou maluquice.
A Interpretação dos textos sagrados (hermenêutica), possibilitar que sejam criadas três camadas interpretativas, e que seriam:
O sentido ALEGÓRICO ou figurado, o sentido ANAGÓGICO ou de êxtase, e o sentido TROPOLÓGICO ou metafórico.
A verdade cientifica passa por três estágios: Primeiro ela é RIDICULARIZADA pelos místicos…
Segundo ela é violentamente COMBATIDA.
E Terceiro, é ACEITA como Parte da REALIDADE.
Até porque, a insaciável curiosidade humana já produziu informações suficientes para desmentir as supostas “revelações” religio$as.
“A ciência é o triunfo do conhecimento sobre a ignorância”. LH.
E não seria a ciência que não tem razão… Mas sim, os místicos, os inabilitados e os sofredores, que por não estar capacitados entender os conhecimentos oferecidos pelos cientistas.
Preferem fantasiar que vivemos num mundo repleto de Entidades…
Pois os psicologicamente perturbados (pelo medo, pela fé ou pelo desejo), só iniciam as suas jornadas de recuperação, quando conseguem se adaptar ao que o incomoda.
Além disso, a ignorância seria uma benção para os que cresceram algemadas as fantasias religio$as e aos resquícios de um tempo longínquo e ultrapassado, onde tudo eram “milagres”, determinismo, “armadilhas do Demônio” ou a suposta “vontade divina”.
Pois a realidade solicita recursos que nem sempre dispomos; pode ser incomoda ou complexa;
E se os conhecimentos não forem divulgados e organizados, alguma informação poderia se perder.