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O Codex Sinaiticus é a Bíblia mais antiga que se conhece. Trata-se de um manuscrito escrito em grego, que remonta aos anos de 330 a 360 depois de Cristo, descoberto há cerca de 160 anos, algures no deserto do Sinai, no Egipto. Trata-se de um documento particularmente importante e curioso, sobretudo por incluir textos que entretanto foram arredados das bíblias cristãs oficiais. Nomeadamente dois livros que não constam actualmente do Novo Testamento e, pelo menos, sete livros que não constam do Velho Testamento hebraico. Entre outras coisas (como correcções e cortes que foram sendo feitos no livro), serve para perceber como o cristianismo tem  sido efectivamente um “work in progress”, uma verdade em constante mutação e uma crença que se vai aperfeiçoando e adaptando às circunstâncias. A não perder por quem se interessa por história das religiões: Veja aqui o projecto Codex Sinaiticus.

Excelente artigo do físico norte-americano Lawrence Kraus, no Wall Street Journal, acerca da (in)compatibilidade entre ciência e religião:

«(…) J.B.S. Haldane, an evolutionary biologist and a founder of population genetics, understood that science is by necessity an atheistic discipline. As Haldane so aptly described it, one cannot proceed with the process of scientific discovery if one assumes a “god, angel, or devil” will interfere with one’s experiments. God is, of necessity, irrelevant in science.

Faced with the remarkable success of science to explain the workings of the physical world, many, indeed probably most, scientists understandably react as Haldane did. Namely, they extrapolate the atheism of science to a more general atheism.

While such a leap may not be unimpeachable it is certainly rational, as Mr. McGinn pointed out at the World Science Festival. Though the scientific process may be compatible with the vague idea of some relaxed deity who merely established the universe and let it proceed from there, it is in fact rationally incompatible with the detailed tenets of most of the world’s organized religions. As Sam Harris recently wrote in a letter responding to the Nature editorial that called him an “atheist absolutist,” a “reconciliation between science and Christianity would mean squaring physics, chemistry, biology, and a basic understanding of probabilistic reasoning with a raft of patently ridiculous, Iron Age convictions.” (…)»

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O físico Michio Kaku explica alguns conceitos essenciais de astronomia e astro-física, em cinco vídeos concisos e didácticos:

O big bang

O nascimento do nosso sistema solar

Os buracos negros

Matéria negra

Como é que isto tudo vai acabar

“O que sabemos é uma gota de água, o que ignoramos é um oceano”

Sir Isaac Newton

A esquerda

«(…) E é significativo que a esquerda portuguesa, tão lesta a manifestar-se em frente da embaixada de Israel, permaneça sossegada diante das notícias de violência e repressão que, apesar da expulsão dos jornalistas, teimam em chegar-nos do Irão.

Enquanto a esquerda ocidental insistir em tratar a intolerância religiosa, a discriminação das mulheres e o ódio aos homossexuais como “variantes culturais” que devem respeitar-se, não há utopia que nos valha»

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Inês Pedrosa, revista Única de 27/06/09

Realidade e simulacro

A culpa é dos americanos, claro. E dos sionistas. Esses malandros que não deixam o mundo viver em paz. E depois há o Islão, essa religião de concórdia e tolerância.

«(…) Nesta quinta-feira, duas pessoas morreram e outras 31 ficaram feridas em dois ataques, um com bomba e o outro com carro-bomba, na entrada e dentro da estação ferroviária do bairro de maioria xiita de Bayaa, no sudoeste de Bagdá.

Sábado, no atentado mais mortífero em um ano e meio no Iraque, 72 pessoas morreram na província de Kirkuk, 250 km ao norte de Bagdá, quando um camicase detonou seu caminhão abarrotado de explosivos no centro da cidade de Taza, onde mora uma comunidade de turcomanos xiitas.

Maliki acusou, sem nomeá-lo, o mufti de Meca, xeque Adel al-Gilbani, um dos mais eminentes dignitários religiosos da Arábia Saudita – país que se considera como o feudo do sunismo -, de incentivar estes atos de violência.

“Infelizmente, observamos um silêncio suspeito de muitos governos sobre as fatwas (decretos religiosos) que incitam ao ódio e à violência”, disse o premier em comunicado.

No início deste mês, Gilbani declarou à BBC que “os religiosos xiitas são renegados, e pode haver um debate para saber se todos os xiitas são ou não apóstatas”.

De acordo com o Islã, é permitido matar um renegado, e o autor do assassinato não pode ser processado. Governado pelos sunitas durante mais de 80 anos, o Iraque é dirigido pelos xiitas desde a queda de Saddam Hussein, em 2003.(…)»

Mais em Último Segundo

O Génesis para Totós

2001 A Space Odyssey

“Quero dizer que o mau uso da máquina produziu um espírito de massa, mortal para a alma, nivelador da diversidade de expressão individual e da independência de pensamento e acção. A diversidade é a fonte vital de uma verdadeira democracia. Mas os factores de conveniência, bem como as técnicas de venda inescrupulosa, a superorganização e o fazer dinheiro como fim último, sem dúvida diminuem a capacidade do indivíduo de procurar as possibilidades mais profundas da vida”.

Walter Gropius in “Bauhaus: Novarquitetura”

“É um dos cientistas mais conhecidos do mundo, tanto pela investigação original que faz, como pelos livros que escreve (até já ganhou um Prémio Pulitzer). E a revista onde Jared Diamond escreveu o artigo que pode ser a sua queda em desgraça é uma das mais conceituadas do mundo, onde escrevem os jornalistas e escritores mais bem cotados: a “New Yorker”. Autor e revista estão agora a ser processados por dois cidadãos da Papuásia-Nova Guiné, que pedem uma indemnização de dez milhões de dólares por difamação.(…)”

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MEP no PE

Domingo, dia de eleições para o Parlamento Europeu lá irei, como sempre desde que posso, cumprir o meu dever de cidadão europeu, europeísta convicto e orgulhoso da sua Europa em construção. Desta vez, no entanto, quer-me parecer que não vou votar em branco. Estando fora de questão a rapaziada medíocre e sinistra do Bloco Central que governa este país há cerca de trinta anos ou o PCP que vive noutro planeta e não há meio de perceber como é que este funciona, sobraria o Bloco de Esquerda, que apresenta gente decente e com ideias interessantes, gente como Rui Tavares ou o próprio Miguel Portas. Mas como sou um liberal e fico com os cabelos em pé de cada vez que leio as alucinações militantes do Le Monde Diplomatique, como acho que esta gente, estirpe mais evoluida e sofisticada do homo-comunistus, não sabe ler o mundo em que vivemos, apesar de concordar com muitas das suas posições nas chamadas “questões sociais fracturantes” (incluindo a liberalização das chamadas drogas leves, o aborto ou a eutanásia), inclino-me cada vez mais para novas ideias e novas formas de fazer política., menos à esquerda. Menos ideologia, menos corrupção e mais ar fresco. É assim que tenho andado a analisar sobretudo o que pensa e quer o Movimento Esperança Portugal. O facto de ter Portugal no nome mete-me logo de pé atrás, mas a verdade é que estou a gostar.  Gosto das ideias, gosto da postura, gosto do programa, gosto do manifesto, gosto do “código de ética política” e da estratégia. Gosto. E vou dar-lhes o meu voto de confiança. Na esperança de que, mesmo que não seja eleita a cabeça de lista, possa daqui sair uma nova forma de estar na política, uma alternativa ao BE também com gente decente  e com ideias interessantes, mas mais à direita. Por mim, desta vez é MEP.

Hitchens no The Hour

Pessoa e a crença

“O problema essencial da vida, que é o problema da realidade ou da verdade, não existe, nem pode existir em iguais termos para o homem de inteligência superior e para o homem vulgar. O homem de inteligência superior não tem, é certo, melhores elementos para descobrir a verdade do que os mais fechado dos idiotas. O que tem é melhores elementos para compreender por que é que ela não se pode descobrir. Mas a descrença, a que chegam todos os espíritos elevados, em que a razão predomina sobre o sentimento, sendo para eles tónica, é absolutamente desastrosa para os inferiores. Sem fé, sem crença, o homem vulgar reduz-se a um bicho; com fé, com crença, o homem superior baixa de posto. De aí o terrível paradoxo, que ataca todo o homem ao mesmo tempo superior intelectual e moralmente; que é inferior não sentir a descrença, e inferior pregar a descrença que se sente. O inferior não é capaz de descrença, porque a crença é um estado orgânico dos instintivos. Por isso a descrença, caindo nesse solo impropício, ou se torna um fanatismo às avessas, ou um materialismo sem teoria, ou uma simples estupidez.”

Fernando Pessoa

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